UniCesumar aplica expulsões e outras punições a estudantes de Medicina após mensagens com simbolismo nazista
A instituição concluiu sindicância em 30 de outubro e punições administrativas foram definidas; Ministério Público Federal investiga o caso.
A UniCesumar, de Maringá (PR), expulsou alunos do curso de Medicina e aplicou suspensões e advertências após concluir uma sindicância interna na sexta‑feira, 30 de outubro. A apuração tratou de mensagens discriminatórias e referências ao nazismo que circulavam em um grupo de WhatsApp entre estudantes.
As conversas foram registradas no domingo, 25 de outubro, no mesmo fim de semana em que o país discutia o resultado da eleição presidencial. Em mensagens, participantes atacaram colegas beneficiados por programas como Prouni e Fies.
Em uma das intervenções, um participante afirmou: "pagar R$ 15 mil de mensalidade colocaria o estudante em posição superior à de quem ingressou na universidade por meio de uma prova". A declaração gerou reação de uma colega, que criticou o preconceito contra estudantes sem condições financeiras e ressaltou que todos receberiam a mesma formação para exercer a Medicina.
Além de ataques verbais, foram compartilhadas imagens de militares nazistas e expressões relacionadas ao supremacismo branco, o que ampliou a repercussão do caso. Relatos indicam que o clima na universidade ficou tenso e que tanto autores das mensagens quanto estudantes atingidos deixaram de frequentar as aulas.
A UniCesumar não divulgou quantos alunos foram expulsos nem detalhou o número de suspensões e advertências, afirmando que as sanções foram aplicadas conforme a gravidade das condutas e o regimento interno. A instituição esclareceu que o grupo de WhatsApp não era um canal oficial e que a participação dependia de convite dos integrantes.
O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM‑PR) condenou as manifestações, destacando que atitudes discriminatórias vão contra os princípios éticos exigidos de futuros profissionais de saúde. A universidade informou que manterá atendimento de apoio psicológico e orientação aos estudantes afetados; o Ministério Público Federal segue apurando as denúncias. O Blog do Esmael não localizou manifestação dos alunos punidos nem de seus advogados, e nenhum estudante é identificado nesta reportagem.
Com informações de Blog do Esmael.
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