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Política

Trump diz que perdoaria Elon Musk preventivamente se democratas conquistarem o Congresso

Em entrevista no podcast Pod Force One, Trump afirmou que usaria perdões antes de condenações caso os democratas vençam as eleições de meio de mandato.

03/11/2026 às 07h00 48 leituras
Trump diz que perdoaria Elon Musk preventivamente se democratas conquistarem o Congresso
Foto: Blog do Esmael

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que concederia perdões preventivos a Elon Musk e a assessores próximos se os democratas conquistarem o Congresso na eleição de meio de mandato desta terça-feira (3). A declaração foi dada no podcast Pod Force One, da jornalista Miranda Devine, do New York Post, divulgado nesta segunda-feira (2).

Questionado sobre recorrer a perdões antes de eventuais condenações, Trump respondeu: "Eu faria se precisasse. Claro." Em outro trecho, voltou a dizer: "Eu nem pensaria nisso. Eu faria." O perdão presidencial preventivo atinge pessoas que ainda não foram processadas e impede ações federais pelos crimes cobertos.

Trump citou como referência os cerca de 1.500 condenados pelo ataque ao Capitólio de 6 de janeiro de 2021 que, segundo ele, foram perdoados no início do segundo mandato. Também mencionou exemplos de perdões atribuídos a aliados de Joe Biden, entre eles o ex-assessor médico Anthony Fauci, o ex-presidente do Estado-Maior Conjunto Mark Milley e integrantes da comissão que investigou o ataque.

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A fala sobre perdões ocorreu no mesmo dia em que Trump fez o pronunciamento final no espelho d'água do Lincoln Memorial, em Washington, onde chamou os candidatos democratas de "os mais perigosos da história" e afirmou que a eleição é a mais importante da vida dos norte-americanos. Seu último comício presencial foi em Salina, no Kansas, no domingo (1º), depois de 28 compromissos de campanha.

A eleição renova as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado dos Estados Unidos, além de 39 governos estaduais e territoriais. Para retomar o controle, os democratas precisam de quatro cadeiras de virada na Câmara e de quatro no Senado; atualmente os republicanos controlam o Senado por 53 a 47.

Entre as disputas mais observadas para o Senado estão Michigan, Geórgia, Maine, Ohio e Texas. Em Michigan, o progressista Abdul El‑Sayed disputa a vaga aberta contra o republicano Mike Rogers, que recebeu o endosso da democrata Haley Stevens. No Texas, o democrata James Talarico enfrenta o procurador-geral Ken Paxton; os republicanos já gastaram cerca de US$ 210 milhões nessa disputa.

Na Câmara, os republicanos defendem distritos considerados vulneráveis em Nova York, Texas e Iowa, enquanto os democratas tentam proteger cadeiras em distritos redesenhados. A agência Reuters estima que apenas 40 a 50 corridas sejam realmente competitivas, o que tende a reduzir o tamanho de uma eventual onda eleitoral.

O custo de vida aparece como principal preocupação dos eleitores, com destaque para preços de alimentos, moradia, combustível e saúde, pauta explorada pelos democratas. A guerra contra o Irã complica a posição republicana, e a imigração segue como tema decisivo, com críticas à atuação do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).

A possibilidade de os democratas retomarem o Congresso alimenta a discussão sobre perdões, já que parlamentares adversários falam em investigar aliados de Trump. O deputado Jamie Raskin, principal democrata na Comissão de Justiça da Câmara, afirmou que o partido poderia usar o poder de intimação. A senadora Elissa Slotkin defendeu que uma maioria democrata abra casos contra pessoas que ajudaram a viabilizar o governo.

A eleição acontece nesta terça-feira (3). Os candidatos eleitos tomarão posse em janeiro de 2027, no início da 120ª legislatura do Congresso. Acompanhe a cobertura no Blog do Esmael; nosso portal regional seguirá os desdobramentos e possíveis impactos para União da Vitória e Porto União.

Com informações de Blog do Esmael.

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