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Política

Trump diz que EUA encerrarão repasse militar anual de US$ 4 bilhões a Israel no fim do ano

Em entrevista por telefone à Fox News durante a votação de 3 de novembro, Trump afirmou que o auxílio será cortado e substituído por vendas de armas.

04/11/2026 às 08h00 32 leituras
Trump diz que EUA encerrarão repasse militar anual de US$ 4 bilhões a Israel no fim do ano
Foto: Blog do Esmael

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 3 de novembro, que o país vai interromper a ajuda militar anual de cerca de US$ 4 bilhões a Israel no fim deste ano. A declaração foi dada em entrevista por telefone à Fox News, no início da manhã, enquanto os americanos votavam nas eleições de meio de mandato.

“A gente dava US$ 4 bilhões a eles… Mas isso é cortado no fim do ano”, disse Trump. “Eles não precisam disso.” Segundo o presidente, o primeiro‑ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, teria proposto o fim do repasse, que será substituído por vendas de armamentos.

Trump acrescentou: “Eles podem comprar o que quiserem. A Europa também. Nós fabricamos as melhores armas do mundo.” O pacote anual americano a Israel inclui cerca de US$ 3,8 bilhões em financiamento militar estrangeiro e US$ 500 milhões para programas conjuntos de defesa antimísseis.

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O acordo em vigor estava previsto para durar até 2028; o anúncio de Trump antecipa o fim do repasse em pelo menos dois anos. O financiamento de US$ 3,8 bilhões é usado, entre outras finalidades, na compra de equipamentos como os caças F‑35.

A declaração foi feita no dia da votação e teve alvo eleitoral explícito. Trump relacionou o corte às críticas de candidatos democratas que transformaram o apoio a Israel em tema de campanha, citando a disputa ao Senado no Michigan entre o democrata Abdul El‑Sayed e o republicano Mike Rogers.

Uma pesquisa da Universidade Quinnipiac divulgada em setembro indicou que 48% dos americanos consideram o apoio dos EUA a Israel excessivo. A ligação entre a política externa e a campanha foi mencionada por analistas e usada por ambos os lados na disputa por estados competitivos.

O anúncio surpreendeu autoridades israelenses, segundo relatos. O ex‑ministro Gadi Eisenkot afirmou que uma mudança dessa natureza não deveria ser informada pela imprensa e cobrou a substituição de Netanyahu; o líder do partido Democrata, Yair Golan, declarou que um primeiro‑ministro responsável teria buscado aumentar a ajuda, não desmontá‑la.

Para o Brasil, os resultados das eleições americanas têm dois efeitos principais: o controle do Congresso influencia a capacidade de Trump de impor tarifas e manter pressão sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; e a incerteza pode afetar a percepção de risco nos mercados. Fontes ouvidas pela imprensa dizem que negociações para reverter o aumento de tarifas estão paradas desde setembro.

Na mesma entrevista, Trump afirmou estar próximo de fechar um acordo com o Canadá após a escalada de tarifas entre os dois países. A disputa comercial tem sido explorada pelos democratas em estados de fronteira, como Michigan e Maine.

As urnas americanas começaram a fechar às 18h no horário de Washington (20h em Brasília). O resultado do Senado pode levar dias, porque alguns estados admitem recontagem e disputas judiciais; a Câmara tem 435 cadeiras em disputa e o Senado, 35 das 100 vagas.

Acompanhe a apuração e os desdobramentos no Blog do Esmael.

Com informações de Blog do Esmael.

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