Taxa de desemprego cai a 5,2% no 3º trimestre, menor nível desde 2012, diz IBGE
Pnad Contínua divulgada em 30 de outubro mostra redução dos desocupados e recorde na população ocupada no trimestre.
A taxa de desocupação no terceiro trimestre de 2026 ficou em 5,2%, o menor resultado registrado para esse período desde o início da série histórica, em 2012. No trimestre anterior a taxa era de 5,4% e, no terceiro trimestre de 2025, havia ficado em 5,6%.
Os dados constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada em 30 de outubro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O total de pessoas desocupadas caiu para 5,6 milhões, uma redução de 4% em relação ao trimestre anterior, o que equivale a 234 mil pessoas a menos, e de 6,9% ante igual período de 2025, ou 417 mil a menos.
A população ocupada atingiu 103,6 milhões de pessoas, o maior número da série histórica. Houve alta de 0,6% no trimestre — acréscimo de 581 mil ocupados — e de 1,2% no ano, o que representa 1,2 milhão de postos a mais. O nível de ocupação também bateu recorde, em 59%, contra 58,8% no trimestre anterior.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.790, estável na comparação com o trimestre anterior e 3,6% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, o que representa R$ 131 a mais em média. A massa de rendimento real habitual somou R$ 387,5 bilhões, a maior da série, com alta de 1,5% no trimestre e de 4,7% no ano.
Apesar da melhora nos indicadores de emprego, a taxa de informalidade permaneceu elevada: 37,5% da população ocupada, o que corresponde a 38,8 milhões de trabalhadores sem carteira assinada, sem CNPJ ou sem proteção previdenciária. No trimestre anterior, a informalidade era de 37,4%, ou 38,6 milhões de pessoas.
A informalidade afeta o acesso a direitos como férias, 13º salário, seguro-desemprego e aposentadoria, e tende a segurar rendimentos, já que trabalhadores informais costumam ter ganhos menores e mais instáveis. O resultado também tem leitura política: um desemprego de 5,2% é apresentado como um indicador favorável para um governo reeleito no início de um quarto mandato, mesmo com crédito mais caro e maior inadimplência.
O IBGE não divulgou recorte estadual para o trimestre; o Paraná aparece apenas nas apurações anuais e nos indicadores por regiões metropolitanas. Com isso, não é possível afirmar, com os números divulgados em 30 de outubro, como se comportou o emprego no estado nem avaliar especificamente municípios das regiões da AMSULPAR e da AMCG, como União da Vitória e Porto União.
Com informações de Blog do Esmael.
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