São Mateus do Sul tem cobertura vacinal abaixo da meta e reforça prevenção contra o sarampo
Secretaria de Saúde informa que não há casos suspeitos, mas primeira e segunda doses estão abaixo do índice recomendado pelo Ministério da Saúde.
A Secretaria de Saúde de São Mateus do Sul reforçou a necessidade de vacinação contra o sarampo em razão de novos registros da doença no Brasil, apesar de o município não apresentar casos suspeitos até a data da entrevista. A enfermeira Vanessa Santos Andrade Hancz, do Setor de Epidemiologia local, destacou que a imunização continua sendo a principal medida de prevenção e pediu que a caderneta de vacinação seja mantida atualizada.
Vanessa lembrou que o Brasil perdeu em 2019 o certificado de país livre do sarampo após a reintrodução da doença. Em 2026, foram confirmados 52 casos no país, dos quais 41 ocorreram no estado de São Paulo, que faz divisa com o Paraná. “Hoje as pessoas viajam bastante, circulam bastante. Então, se não estivermos protegidos, podemos pegar essa doença”, disse a enfermeira.
A epidemiologia municipal alertou que o sarampo pode ser confundido com outras infecções, por apresentar sintomas semelhantes, como febre alta, manchas avermelhadas no corpo, coriza e dor de cabeça. A doença pode evoluir para complicações como pneumonia e otite; a transmissão ocorre pelo ar, por meio de partículas respiratórias liberadas ao tossir, espirrar ou falar.
Em caso de sintomas suspeitos, a orientação é usar máscara e procurar atendimento em unidade de saúde. As equipes locais podem avaliar cada situação e orientar sobre exames e condutas necessárias.
A vacinação contra o sarampo é feita com a vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. A meta do Ministério da Saúde é de 95% de cobertura vacinal infantil, porém São Mateus do Sul registra 86% na primeira dose e 82% na segunda dose.
“Temos crianças na faixa etária escolar que estão sem essa dose da vacina”, afirmou Vanessa, ressaltando a importância de os pais conferirem a caderneta das crianças. A orientação é que a primeira dose seja aplicada aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
Adultos também devem verificar o histórico vacinal: pessoas de um a 29 anos precisam ter duas doses da tríplice viral, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma dose, conforme seu registro. Com a aproximação das férias de fim de ano, o município recomenda procurar a sala de vacinação antes de viajar e lembra que quem perdeu a caderneta pode solicitar o registro nas unidades de saúde.
Com informações de Portal RDX.
2026 PR1 Notícias. Todos os direitos reservados. Reprodução total ou parcial proibida sem autorização (Lei 9.610/98). Para compartilhar, use os botões ou envie o link desta página.