Posse do presidente em 5 de janeiro de 2027; governadores assumem em 6 de janeiro
Emenda Constitucional 111/2021 altera datas pela primeira vez para os eleitos em 2026; Congresso mantém posse dos parlamentares em 1º de fevereiro.
O presidente e o vice-presidente eleitos em 2026 tomarão posse em 5 de janeiro de 2027, enquanto governadores e vice-governadores assumirão no dia seguinte, 6 de janeiro. A mudança decorre da Emenda Constitucional 111, de 2021, e passa a valer já nesta eleição.
Desde a promulgação da Constituição de 1988, as posses dos chefes do Executivo federal e estaduais ocorriam em 1º de janeiro. Antes de 1988, as empossaturas aconteciam em 15 de março.
A separação das datas foi feita para permitir que os novos governadores participem da investidura do presidente e do vice em Brasília, o que não era possível quando as cerimônias ocorriam no mesmo dia. Quem vencer a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) assumirá o Palácio do Planalto em 5 de janeiro.
Cabe ao Congresso Nacional dar posse ao presidente eleito; na mesma solenidade, normalmente realizada no Plenário da Câmara dos Deputados, também é empossado o vice-presidente. O evento costuma ser precedido por desfile em carro aberto e por recepção na rampa do Congresso feita pelos presidentes do Senado e da Câmara.
No Paraná, o governador eleito Sergio Moro (PL) e o vice tomam posse em 6 de janeiro. Embora a transição tenha sido anunciada, ainda não foi iniciada com o governo Ratinho Junior (PSD); o estado informou disponibilidade de caixa de R$ 27,6 bilhões para a troca de gestão, mas apoiadores de Moro apontam déficit de R$ 9 bilhões.
A alteração de calendário vale para todos os governadores eleitos, inclusive para o Paraná, e tem impacto administrativo para os municípios da região da AMSULPAR e da AMCG. A regra se aplica independentemente do partido ou da coligação dos eleitos.
A posse dos novos parlamentares permanece marcada para 1º de fevereiro, em reuniões preparatórias nos plenários da Câmara e do Senado, sem discursos por parte dos empossados. Na mesma data ocorrem as eleições das Mesas das duas Casas, com mandato de dois anos.
No Senado, a segunda reunião preparatória é dedicada à eleição do presidente da Casa; após as falas dos candidatos, a votação é secreta, em cédula depositada em urna. Para ser eleito, o senador precisa da maioria absoluta dos votos, ou seja, 41 votos; na terceira reunião são escolhidos os demais cargos da Mesa, como primeiro e segundo vice-presidentes e quatro secretários, com seus suplentes.
A mudança nas datas não altera a duração dos mandatos, que permanecem em quatro anos, nem o cronograma de posse dos eleitos em 2030. A regra foi aprovada pelo Congresso em 2021 e vale para todos os eleitos em 2026, independentemente do resultado eleitoral.
Com informações de Blog do Esmael.
2026 PR1 Notícias. Todos os direitos reservados. Reprodução total ou parcial proibida sem autorização (Lei 9.610/98). Para compartilhar, use os botões ou envie o link desta página.