PL oficializa Rogério Marinho como candidato à presidência do Senado
Partido Liberal confirma candidatura de Marinho para enfrentar a reeleição de Davi Alcolumbre; decisão ocorre em reunião na quarta (4).
O Partido Liberal vai oficializar na quarta-feira (4) a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal, na disputa contra a tentativa de reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A legenda terá 28 senadores em 2027, a maior bancada da Casa, e rejeitou a proposta recebida para desistir da candidatura.
O número que define a eleição é 41, a maioria absoluta dos 80 votos possíveis em um Senado de 81 cadeiras. Alcolumbre afirma a interlocutores que já reúne ao menos 48 apoios; o voto é secreto, e o endosso formal de partidos não garante o voto de cada senador.
Progressistas e Republicanos declararam apoio à reeleição de Alcolumbre. Senadores como Guilherme Derrite (PP), Damares Alves (Republicanos-DF) e Tereza Cristina (PP-MS) tendem a votar no candidato apoiado pela oposição, segundo relatos publicados; Marinho disputou a presidência em 2023 e foi derrotado por Rodrigo Pacheco.
A escolha do presidente do Senado tem impacto além da direção das sessões: cabe a quem preside aceitar ou arquivar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Há dezenas de solicitações em tramitação, muitas voltadas a Alexandre de Moraes. O ritmo de votação de propostas como a PEC da Segurança também depende da Mesa, e o governo pretende levá-la ao plenário em 3 de novembro.
A pauta de negociação inclui proposta de anistia para condenados nos atos de 8 de janeiro. Alcolumbre discute pautar um projeto que beneficiaria presos relacionados às ações, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar humanitário por motivos de saúde. Segundo dados do STF reproduzidos na imprensa, 190 condenados seguem presos, dos quais 70 em prisão domiciliar.
Nos bastidores, há avaliação de que a anistia aproximaria Alcolumbre de parte da oposição e reduziria pressão por impeachments contra ministros do STF; o MDB resiste à ideia, e parte do grupo governista a apoia.
Na Câmara, o PL fará reunião da bancada na terça-feira (3), às 18h, para formalizar apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) e organizar a divisão das comissões. O partido elegeu 121 deputados para a próxima legislatura, ante 99 na anterior; o PT terá 70 deputados, e a federação formada por PT, PCdoB e PV somará 88 representantes.
A distribuição das presidências de comissões é feita por blocos, e ficar fora de um grupo grande reduz a escolha de vagas importantes. Para o PL, não entrar no bloco liderado por Motta pode significar risco de perder a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que será a primeira a ser escolhida e que o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) deseja presidir. Há resistência interna no PL ao acordo com Motta pela proximidade do presidente da Câmara com o presidente Lula; o PT ameaça sair do bloco se Motta fechar alinhamento com o PL-RJ de Flávio Bolsonaro. Motta já conta com o apoio de 15 partidos.
No Senado, os blocos partidários costumam ser definidos após a eleição da Mesa Diretora, o que reduz a pressão para o PL se juntar a Alcolumbre antes da votação. Por esse motivo a candidatura de Marinho segue em disputa, apesar da avaliação de que ele chega enfraquecido pela coordenação da campanha presidencial do PL.
A eleição da Mesa está marcada para fevereiro de 2027. Até lá, cada votação em plenário servirá como teste de força para os dois lados; a votação da PEC da Segurança, na terça-feira, é o primeiro desses testes. Acompanhe os bastidores do Congresso no Blog do Esmael.
Com informações de Blog do Esmael.
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