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Política

Moro anuncia Fátima Gavioli na Educação e aumentam especulações sobre 'Prosperidade'

Gavioli foi confirmada para a Secretaria da Educação a partir de 2027; deputados na Alep dizem que o secretariado terá 'estrangeiros' e cogitam criação de pasta da Prosperidade.

27/10/2026 às 14h40 690 leituras
Moro anuncia Fátima Gavioli na Educação e aumentam especulações sobre 'Prosperidade'
Foto: PR1 Notícias

O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), anunciou em 27 de outubro a professora Fátima Gavioli como secretária de Estado da Educação a partir de 2027. O nome é o segundo confirmado para o primeiro escalão do futuro governo e reforçou a avaliação, na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), de que o secretariado será composto por quadros de fora do estado.

Deputados ouvidos pelo Blog do Esmael passaram a especular que Moro pode criar uma Secretaria da Prosperidade e convidar o influenciador Pablo Marçal para comandá-la. A informação, porém, não tem confirmação oficial: a pasta não existe na estrutura atual do governo paranaense, que reúne 24 secretarias, e não há anúncio público sobre a criação da nova área ou um convite a Marçal.

A cena de Moro e Marçal juntos no debate do segundo turno, em 18 de outubro, alimentou as conversas. Ambos chegaram na mesma van entre os convidados do senador Flávio Bolsonaro; Marçal afirmou que colaborava com o treinamento de Flávio e foi gravado na plateia dando orientações. Moro ocupou a primeira fila, ao lado de Deltan Dallagnol; Flávio foi derrotado no segundo turno.

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Fátima Gavioli foi indicada pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com quem trabalhou por oito anos na área da Educação. Ela dirigiu secretarias estaduais em Rondônia e Goiás e assume uma rede que lidera o Ideb do ensino médio. O anúncio foi feito em entrevista à Jovem Pan Curitiba e confirmado pelo Blog do Esmael.

Na semana anterior, Moro já havia apresentado a economista Priscilla Santana para a Secretaria da Fazenda, por indicação do ex-ministro Paulo Guedes e de Daniella Marques; Santana chefiava a Fazenda do Rio Grande do Sul. Na política paranaense, deputados têm chamado nomes como esses de “estrangeiros”, para distinguir técnicos trazidos de fora dos quadros locais.

O governador eleito anunciou a intenção de reduzir as atuais 24 secretarias para entre 15 e 20 a partir de 1º de janeiro de 2027, conforme notou o jornalista Angelo Rigon. Para criar uma nova pasta chamada Prosperidade sem ultrapassar esse limite, seria necessária a extinção ou fusão de outra estrutura.

A ideia da Secretaria da Prosperidade ecoa o Ministério da Prosperidade lançado por Flávio Bolsonaro em outubro, que propunha agrupar programas sociais, qualificação profissional, crédito e incentivo ao empreendedorismo. Segundo apuração do Blog do Esmael, a estrutura vinha sendo desenhada por Pablo Marçal, Daniella Marques e o empresário Filipe Sabará, mas a campanha não apresentou orçamento, metas ou divisão de atribuições.

Pablo Marçal foi um dos principais aliados digitais de Flávio no segundo turno. Ex-coach que vendeu cursos de desenvolvimento pessoal e prosperidade, ele tem 14 milhões de seguidores no Instagram e converteu linguagem de autoajuda em mobilização política. Em outubro, disse que a possibilidade de integrar um eventual governo Flávio estava “em aberto”, embora um integrante da equipe do senador tenha afirmado à imprensa que não havia conversas sobre a participação dele.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou o registro da candidatura de Marçal à Presidência em 11 de setembro; o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE‑SP) o havia condenado a oito anos de inelegibilidade por uso indevido dos meios de comunicação na campanha de 2024. A inelegibilidade impede disputar eleições, mas não proíbe ocupar cargo comissionado, o que tornaria o eventual convite um custo político para um governo que prometeu critérios técnicos.

A Alep terá papel decisivo: a reforma administrativa para reduzir secretarias depende de aprovação na Assembleia. O PL elegeu 14 deputados estaduais, e Moro já afirmou que quer um presidente da Casa aceito pela maioria e pelo governo. Deputados do PSD procuraram o governador eleito pedindo espaço em duas secretarias e um cargo na Mesa Diretora; uma pasta nova com apelo político seria moeda de troca nessas negociações.

Além do tema político, há questões de desenho administrativo: uma Secretaria da Prosperidade teria de absorver programas hoje em áreas como Desenvolvimento Social e Família, Trabalho e Qualificação e Renda, além de ações de crédito e empreendedorismo. O governo eleito ainda não detalhou quais estruturas seriam transferidas, custos ou economias, e sem esses elementos o nome funciona mais como marca política do que como política pública.

A definição sobre a composição do secretariado e sobre eventuais novas pastas pode vir até a posse, em 1º de janeiro de 2027. A indicação de Gavioli mostra que a lista de “estrangeiros” segue em curso; o próximo nome dirá se o time será majoritariamente técnico, como prometido, ou mais político — decisão que também terá reflexos para municípios da região, como União da Vitória e Porto União.

Com informações de Blog do Esmael.

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