Ir para o conteúdo Ir para o menu
Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Acessibilidade
Edição digital

Baixe a edição nº 2 do jornal, de 21/10/2026, em PDF.

Baixar edição
PR1 Notícias O Paraná acontece aqui
17°C Poucas nuvens União da Vitória, PR Dólar R$ -- · Euro R$ --
Dados: MET Norway
Política

Moraes determina entrega de passaportes de Flávio Bolsonaro e proíbe saída do país

Decisão do ministro Alexandre de Moraes, tomada na noite de 25 de outubro e divulgada no dia 26, exige entrega de documentos e impede viagens internacionais do senador.

26/10/2026 às 19h31 1266 leituras
Moraes determina entrega de passaportes de Flávio Bolsonaro e proíbe saída do país
Foto: Blog do Esmael

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que o senador Flávio Bolsonaro entregue seus passaportes e o proibiu de deixar o país. A decisão foi tomada na noite de 25 de outubro e divulgada pelo próprio senador em 26 de outubro.

A medida tem três frentes: proibição de contato entre Flávio e o advogado Willer Tomaz; cancelamento de todos os passaportes brasileiros do senador, inclusive o diplomático; e obrigação de entrega de documentos estrangeiros em até 24 horas. O processo corre em segredo de justiça no STF.

Em vídeo, Flávio relatou a abordagem da Polícia Federal ao sair da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, e afirmou: "Eu fui intimado a entregar meus passaportes e também estou proibido de deixar o país".

Publicidade

O senador questionou a medida, perguntando: "Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça? Essa decisão foi tomada no domingo à noite, logo depois do resultado da eleição".

A decisão é cautelar e não configura condenação. Flávio e Willer Tomaz são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro em operações que teriam envolvido empresas do advogado e plataformas de apostas; a Polícia Federal apontou o senador como "usuário master" de uma conta da Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira. Um e-mail de 22 de maio de 2025 teria pedido a exclusão do acesso, segundo a investigação; Flávio nega irregularidades e diz ser amigo, não sócio, de Tomaz.

Na semana anterior, Moraes já havia determinado o bloqueio de até R$ 6 bilhões de Tomaz. Flávio disse que a decisão sobre os passaportes se baseou em declaração de Eduardo Bolsonaro, em 23 de outubro, de que o irmão deveria deixar o Brasil se perdesse a eleição, e afirmou nunca ter defendido essa saída.

A medida amplia o cerco sobre o candidato derrotado no segundo turno: Flávio obteve 48,21% dos votos válidos, ante 51,79% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na noite de 25 de outubro, ele declarou que não reconheceria o resultado e que pediria a anulação do pleito; no dia 26 recuou, anunciou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por abuso de poder econômico contra a chapa de Lula e Geraldo Alckmin (PSB) e se apresentou como líder da oposição.

Aliados cobraram o recuo. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que a chance de anular a eleição é "praticamente nula" e orientou apoiadores a evitar atos de rua. Flávio acumula três inquéritos no STF e perde a imunidade parlamentar em 2027, ao fim do mandato. O senador afirmou que cumprirá a determinação e que "Seu lugar é ao lado do povo brasileiro"; a Polícia Federal não informou se os documentos já foram entregues.

Com informações de Blog do Esmael.

2026 PR1 Notícias. Todos os direitos reservados. Reprodução total ou parcial proibida sem autorização (Lei 9.610/98). Para compartilhar, use os botões ou envie o link desta página.

Leia também

Receba as notícias no seu e-mail

As principais notícias de União da Vitória e região, de graça, direto na sua caixa de entrada. Cancele quando quiser.

Ao se inscrever, você concorda com a Política de Privacidade.
Envie sua notícia