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Ministros do TSE dizem não ver necessidade de terceiro turno após prorrogação determinada por ministro do STF

Decisão de Cristiano Zanin para estender votação até as 19h gerou desconforto no TSE, mas corte eleitoral descarta nova eleição presidencial.

26/10/2026 às 06h08 901 leituras
Ministros do TSE dizem não ver necessidade de terceiro turno após prorrogação determinada por ministro do STF
Foto: Portal Verde Vale

Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmaram não haver motivos para convocar um terceiro turno das eleições de 2026, mesmo após a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de ampliar o horário de votação neste domingo (25).

A ampliação até as 19h, pelo horário de Brasília, foi determinada por Zanin após recurso da coligação Brasil Pronto Pra Mais, ligada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que alegou redução da frota de ônibus em cidades da Bahia e de São Paulo. A medida foi publicada no STF quando parte das seções eleitorais já havia encerrado a votação, gerando dúvidas sobre sua aplicação.

Antes de o caso chegar ao STF, o pedido inicial foi encaminhado ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Por volta das 16h20, ele estabeleceu prazo de 30 minutos para que as prefeituras apresentassem esclarecimentos sobre a situação do transporte público.

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Depois da determinação do STF, Cristiano Zanin publicou novo despacho para esclarecer o alcance da prorrogação. Segundo relato da CNN Brasil, a necessidade dessa segunda manifestação aumentou o desconforto entre integrantes do TSE, que reservaram interpretar a atuação do STF como interferência na organização do processo eleitoral.

Integrantes do TSE ouvidos pela mesma reportagem avaliaram que a primeira determinação não foi clara e que a sequência de atos afetou a condução das operações de fechamento das seções. Apesar das críticas, nenhum dos ministros consultados encontrou fundamento para adotar um novo pleito presidencial.

A reportagem também citou um ministro do próprio STF, em condição de anonimato, que criticou a condução das eleições e defendeu a realização de nova votação. Essa posição, porém, não representa uma decisão institucional do Supremo.

Antes do pedido da coligação vinculada ao PT, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) havia solicitado ao TSE ampliação do horário em localidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando prejuízos provocados por chuvas fortes que dificultaram o deslocamento de eleitores.

O desdobramento das decisões reacendeu o debate institucional sobre os limites de atuação do STF e do TSE na organização do segundo turno, com repercussões em municípios do Sul e Sudoeste do Paraná e em áreas que englobam associações como AMSULPAR e AMCG.

Com informações de Portal Verde Vale.

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