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Maringá registra danos e falta de energia após temporal; especialista aponta 'downburst' como hipótese

A Prefeitura declarou calamidade pública após a tempestade na madrugada de segunda (2); meteorologista estima ventos de até 150 km/h em pontos isolados.

03/11/2026 às 07h51 27 leituras
Maringá registra danos e falta de energia após temporal; especialista aponta 'downburst' como hipótese
Foto: Portal Verde Vale

A Prefeitura de Maringá decretou calamidade pública após um forte temporal atingir a cidade e municípios do Noroeste do Paraná na madrugada de segunda-feira (2). O evento provocou estragos em imóveis, quedas de árvores e interrupção no fornecimento de energia elétrica.

O meteorologista Piter Scheuer, ao analisar imagens de radar, dados meteorológicos e os danos observados, afirmou que o episódio pode ter sido provocado por um fenômeno conhecido como downburst. Ele avaliou que os ventos podem ter ultrapassado os 100 km/h, com rajadas pontuais estimadas entre 120 km/h e 150 km/h.

Em publicação nas redes sociais nesta segunda (2), Scheuer disse que várias condições atmosféricas favoreceram a formação da tempestade: um sistema de baixa pressão, a entrada de ventos quentes e úmidos vindos da Bacia Amazônica e uma perturbação em níveis médios da atmosfera. Segundo ele, a combinação desses fatores provocou intensa atividade convectiva, responsável pelas células com potencial destrutivo.

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O meteorologista apontou o downburst como a principal hipótese para os danos observados em Maringá, mas não descartou a ocorrência de tornados rápidos e isolados em determinados pontos. Scheuer afirmou que algumas áreas apresentam sinais compatíveis com a passagem de tornado, embora a maior parte dos estragos, em sua análise, seja atribuída a ventos descendentes.

Dados de monitoramento confirmam a intensidade do episódio. Segundo o Simepar, Maringá acumulou 63,6 milímetros de chuva até as 11h de segunda (2). As maiores rajadas registradas foram: 81 km/h na estação do Simepar às 3h30; 96,3 km/h no Aeroporto Regional de Maringá em medições entre 3h11 e 3h17; 96,8 km/h na estação do Inmet às 3h30; e 109,1 km/h em Altônia às 0h30, segundo o Simepar.

Além dos danos a estruturas e árvores, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou que cerca de 70,3 mil unidades consumidoras ficaram sem luz em Maringá, o que corresponde a 29% do município. Equipes de manutenção trabalham para restabelecer o fornecimento nas regiões afetadas.

Com informações de Portal Verde Vale.

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