Ir para o conteúdo Ir para o menu
Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Acessibilidade
Edição digital

Baixe a edição nº 2 do jornal, de 21/10/2026, em PDF.

Baixar edição
PR1 Notícias O Paraná acontece aqui
17°C Poucas nuvens União da Vitória, PR Dólar R$ -- · Euro R$ --
Dados: MET Norway
Política

Lula exige desculpas por referência a ‘nove dedos’ em debate; Flávio Bolsonaro pede perdão

No debate da TV Globo em 23 de outubro, a cobrança por um pedido de desculpas sobre a referência à deficiência de Lula dominou a primeira parte do confronto.

24/10/2026 às 08h29 1281 leituras
Lula exige desculpas por referência a ‘nove dedos’ em debate; Flávio Bolsonaro pede perdão
Foto: Blog do Esmael

O debate entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na TV Globo na noite de sexta-feira, 23 de outubro, foi marcado por um momento de forte confronto nos primeiros minutos: Lula exigiu desculpas por uma referência à sua deficiência e chamou o senador de “miliciano”. Flávio Bolsonaro recuou e pediu perdão. A votação estava marcada para domingo (25).

A provocação ocorreu no primeiro bloco, quando o apresentador informou que Lula havia solicitado direito de resposta no intervalo por se sentir ofendido e que a produção avaliava o pedido. A fala de Flávio que motivou a reclamação foi: “não adianta nada o salário mínimo de R$ 1.621 se você dá com uma mão e tira com os 9 dedos”.

Lula abriu a rodada escolhendo o tema políticas sociais e questionou por que, quando deputado estadual no Rio de Janeiro, Flávio foi o único da bancada a votar contra o aumento da licença-maternidade. O senador afirmou que votou há muito tempo porque acreditava que a medida dificultaria a contratação de mulheres e admitiu que errou.

Publicidade

Ao receber a resposta, Lula disse que não aceitaria justificativas imprecisas e cobrou explicações sobre o episódio em que Flávio chamou o Bolsa Família de “bolsa farelo”. Quando o tempo do adversário começou a se esgotar, Lula pediu a palavra e afirmou: “Eu não vou levar para casa. Ele me chamou de nove dedos. Se tem alguém que perdeu o dedo com 17 anos, fui eu, trabalhando de noite que eu não podia trabalhar. Não vou permitir que o miliciano me chame de nove dedos. Não vou permitir.”

O acidente que resultou na perda do dedo mínimo da mão esquerda ocorreu em 1964, quando Lula tinha 17 anos e trabalhava no turno da madrugada na Metalúrgica Independência, em São Paulo, ocasião em que uma prensa atingiu sua mão.

Flávio Bolsonaro respondeu pedindo desculpas: “Lula, se eu te ofendi porque eu te chamei de nove dedos, então eu te peço desculpas de verdade. Não queria te ofender. Te peço desculpas de verdade.” Em seguida, passou ao ataque, questionando se Lula pediria desculpas a moradores de rua, a beneficiários do Bolsa Família — que, segundo ele, receberam reajuste de “R$ 3 por dia” — às mulheres vítimas de violência e aos “80 milhões de endividados”, e afirmou que a “esperança virou decepção”.

Os dois candidatos solicitaram direito de resposta e tiveram os pedidos concedidos. Lula utilizou o minuto para afirmar que passou a vida trabalhando e declarou que “quem tem que pedir desculpas ao Brasil é a elite brasileira”. Flávio Bolsonaro defendeu a ampliação de penas para maus-tratos a animais.

No segmento sobre dívida pública, Flávio afirmou que o governo deixará uma dívida de R$ 11 trilhões, que a taxa básica de juros está em torno de 14% e que a independência do Banco Central, legado do governo Jair Bolsonaro, impede “canetadas”. Perguntou por que as famílias brasileiras estão endividadas. Lula contrapôs questionando por que o governo do pai de Flávio fez o Banco Central independente e acusou o adversário de copiar um projeto seu de compra de dívidas com deságio, citando um perdão de quase R$ 15 bilhões: “Não tenta ficar copiando o que eu falo”.

No debate sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), Lula perguntou como o adversário pretende melhorar a saúde “negando” o SUS e cobrou explicações sobre o chamado “tesouraço”, citando as mortes na pandemia e afirmando que Jair Bolsonaro “preferiu debochar, debochar e imitar as pessoas sufocando”. Flávio respondeu que o SUS salvou o pai dele após a facada em 2018, prometeu investir no Instituto Nacional do Câncer (INCA) e criticou a tabela do SUS, citando valores de R$ 10 por consulta e R$ 443 por parto.

O apresentador informou que o pedido de direito de resposta de Flávio Bolsonaro foi negado e encerrou o bloco. Pesquisa Datafolha divulgada em 22 de outubro indicava empate técnico de 50% a 50% nos votos válidos. O confronto a respeito da deficiência de Lula deslocou o debate dos temas escolhidos e tornou-se o episódio central da noite.

Com informações de Blog do Esmael.

2026 PR1 Notícias. Todos os direitos reservados. Reprodução total ou parcial proibida sem autorização (Lei 9.610/98). Para compartilhar, use os botões ou envie o link desta página.

Leia também

Receba as notícias no seu e-mail

As principais notícias de União da Vitória e região, de graça, direto na sua caixa de entrada. Cancele quando quiser.

Ao se inscrever, você concorda com a Política de Privacidade.
Envie sua notícia