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Política

Democratas vencem primeiras disputas nas eleições de meio de mandato nos EUA

Mark Warner, Debbie Wasserman Schultz e Jon Ossoff foram os primeiros vencedores; definição do controle do Congresso continuava em aberto.

04/11/2026 às 08h00 20 leituras
Democratas vencem primeiras disputas nas eleições de meio de mandato nos EUA
Foto: Blog do Esmael

Os democratas conquistaram as primeiras disputas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos com a reeleição do senador Mark Warner na Virgínia, a recondução de Debbie Wasserman Schultz ao 20º distrito congressional da Flórida e a projeção de vitória de Jon Ossoff na Geórgia. Mesmo com essas vitórias iniciais, o controle da Câmara dos Representantes e do Senado permanecia indefinido quando as urnas fecharam em Ohio, na Carolina do Norte, na Carolina do Sul, na Geórgia, na Virgínia, em Vermont e em parte da Flórida, de New Hampshire e de Indiana. As apurações seguiam em andamento nas emissoras que fazem a contagem paralela.

Estavam em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 cadeiras do Senado e os governos de 36 estados. Cerca de 250 milhões de norte-americanos eram elegíveis para votar nesta eleição de meio de mandato. As projeções das emissoras indicavam que os democratas precisavam de três cadeiras para recuperar a maioria na Câmara.

A apuração começou às 20h, no horário de Brasília, com o fechamento das seções em Kentucky e em Indiana. Duas horas depois, relatórios de agências que acompanharam a votação apontavam comparecimento maior do eleitorado do que em 2022 e vitórias iniciais do partido de oposição, padrão que a campanha de Donald Trump tentava evitar. Essas primeiras tendências alimentaram as projeções precoces de resultados.

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A sequência de fechamento das urnas contribuiu para a demora na definição das disputas. As seções de Kentucky e de Indiana encerraram às 18h, no horário local; às 19h fecharam a Flórida, a Geórgia, a Carolina do Sul, Vermont, a Virgínia e a maior parte de New Hampshire; e às 19h30 foi a vez de Ohio, da Carolina do Norte e da Virgínia Ocidental. A apuração da Câmara foi prevista para se arrastar pela madrugada, porque distritos decisivos estão em estados que fecham mais tarde e a contagem de votos por correio varia conforme o condado.

A atenção estava voltada para corridas em estados onde Trump venceu por margem de dois dígitos em 2024. Na Carolina do Norte, o ex-governador Roy Cooper, democrata, disputava a cadeira aberta com Michael Whatley, ex-presidente do Comitê Nacional Republicano. Em Ohio, o ex-senador Sherrod Brown tentava voltar ao Senado enfrentando o republicano Jon Husted, em uma eleição especial marcada pela disputa sobre data centers.

Na Carolina do Sul, Darline Graham, irmã do senador Lindsey Graham, morto em julho, buscava mandato próprio contra a pediatra Annie Andrews. Em New Hampshire, o ex-senador John Sununu desafiava o deputado Chris Pappas numa disputa por cadeira aberta. Essas corridas eram apontadas como fundamentais para o controle do Congresso.

Na Flórida, a disputa do 13º distrito congressional estava tecnicamente empatada com 96% dos votos apurados, com a republicana Anna Paulina Luna e a democrata Leela Gray se alternando na liderança. O estado também realizava uma eleição especial para o Senado, com a progressista Angie Nixon tentando derrotar a republicana Ashley Moody.

As primeiras pesquisas de boca de urna da Associated Press indicaram que a economia e o estado da democracia foram os temas que mais influenciaram o voto. A mesma pesquisa mostrou reprovação majoritária ao desempenho de Trump e a percepção predominante de que o Congresso faz pouco para conter o presidente.

A eleição ocorreu sob monitoramento federal ampliado: o Departamento de Justiça mobilizou 1.000 observadores e monitores eleitorais para os 50 estados, operação que o órgão descreveu como a maior do tipo na história. Democratas classificaram a medida como intimidação, argumentando que a maior parte das jurisdições listadas havia votado em Kamala Harris em 2024. A Suprema Corte negou pedido do governo Trump para obrigar a Califórnia a separar 20 mil cédulas contestadas, e a Casa Branca chegou a sugerir intervenção federal no Alasca caso o senador Dan Sullivan perdesse.

A eleição foi interpretada como um referendo sobre o segundo mandato de Donald Trump, cuja aprovação oscilava perto da mínima histórica, pressionada pela insatisfação com o custo de vida e pela guerra contra o Irã, que elevou os preços dos combustíveis. Em entrevista de televisão na manhã de terça-feira, Trump repetiu o pedido para que os eleitores “fingissem” que ele estava na cédula e prometeu um cheque de $5,000 por adulto caso os republicanos mantenham o Congresso.

Com informações de Blog do Esmael.

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