Confira como foram os candidatos locais das duas maiores cidades da Amsulpar
Bacil perde quase metade dos votos em casa, mas se elege pelo PL
A eleição de 2026 mudou o equilíbrio político de São Mateus do Sul e União da Vitória. Bacil e Santin Roveda cresceram no Paraná, mas perderam votos em seus redutos. Fernanda Sardanha viu seus aliados avançarem, enquanto Hussein Bakri preservou a liderança em União da Vitória, apesar do recuo local.
Bacil vence no Estado e perde espaço em casa
Emerson Bacil passou de 13.310 votos em São Mateus do Sul, em 2022, para 6.953 em 2026: queda de 47,76%. No Paraná, avançou de 35.084 para 38.400 votos e conquistou uma cadeira na Assembleia. Fora de seu reduto, cresceu 44,42%, compensando a perda municipal.
O PL, o bolsonarismo e a dobrada com Rosângela Moro ajudaram a dar alcance à candidatura. Sergio Moro venceu o governo no primeiro turno, e o PL ampliou sua bancada estadual de cinco para 14 deputados. Bacil ficou em 13º na legenda e se elegeu por média. Sua vitória combina expansão fora da cidade e força partidária.
A queda em casa aconteceu mesmo com o avanço do campo bolsonarista na votação presidencial. A disputa municipal pesou: o fortalecimento do grupo de Fernanda, adversária política de Bacil, e a presença de outros candidatos locais reduziram a concentração de votos em torno dele.
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Emerson Bacil |
Sergio Moro |
Rosângela Moro |
Fernanda transforma articulação em crescimento dos aliados
Os seis candidatos apoiados por Fernanda cresceram em São Mateus do Sul. Para estadual, Hussein Bakri passou de 723 para 2.571 votos, e Alisson Wandscheer, de 775 para 2.006. Para federal, Toninho Wandscheer avançou de 3.104 para 3.439; Aliel, de 296 para 631; Leandre, de 175 para 850; e Santin, de 1.430 para 1.547.
Reeleita com 18.633 votos e 71,35% dos válidos em 2024, Fernanda chegou à disputa com uma base ampla. Sua articulação reuniu vereadores, secretários e lideranças, somando essa mobilização às estruturas dos próprios candidatos. O resultado reforça sua influência e mostra o peso do grupo organizado sob sua liderança.
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Fernanda Sardanha |
Hussein Bakri |
Alisson Wandscheer |
Toninho Wandscheer |
Aliel Machado |
Leandre |
SantinRoveda |
Entre os demais nomes locais, Cássio Kotrich recebeu 2.991 votos na cidade para estadual, ante 1.169 para vereador em 2024. Omar Picheth chegou a 3.172 para federal, ante 1.174 para vereador. Em disputas de cargos diferentes, ambos ampliaram a votação municipal, mas tiveram alcance externo insuficiente para conquistar uma cadeira.
Na disputa federal, Luciano Castilho obteve 582 votos locais, abaixo dos 2.306 recebidos para prefeito em 2020. Dra. Cris Veloso somou 944 em sua primeira candidatura localizada no levantamento. Silvio Przywitowski teve 534, pouco acima dos 507 para vereador em 2024. Nenhum dos três se elegeu.
Duas candidatas também tiveram em São Mateus do Sul sua maior votação. Marcinha do Povo, do PSOL, recebeu 80 votos na cidade, de um total de 125, na disputa para deputada estadual. Naná Vieira, do Missão, somou 69 dos 268 votos que obteve para federal. Nenhuma das duas se elegeu.
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Cássio Kotrich |
Omar Picheth |
Luciano Castilho |
Dra. Cris Veloso |
Silvio Przywitowski |
Marcinha do Povo |
Naná Vieira |
Em União da Vitória, liderança preservada e votos em queda
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Hussein Bakri |
SantinRoveda |
Ary Carneiro |
Pedro Ivo |
Thays Bieberbach |
Anderson Cardoso |
Jéssica Oliveira |
Hussein Bakri caiu de 14.702 para 13.421 votos em União da Vitória, perda de 8,71%, mas manteve ampla liderança para estadual. No Paraná, subiu de 97.681 para 99.700 e garantiu a reeleição. Seu crescimento em São Mateus do Sul contrasta com o recuo no município que concentra sua principal base.
Santin Roveda perdeu 26,19% dos votos em União da Vitória: passou de 13.530 para 9.986. Continuou sendo o federal mais votado da cidade e cresceu 41% no Paraná, chegando a 52.776 votos. A expansão estadual, porém, não foi suficiente para tirá-lo da suplência.
O apoio de Ary Carneiro aos dois não se traduziu em crescimento no município. Nesse recorte, o prefeito mostrou menor capacidade de ampliar a votação dos apoiados que Fernanda. Hussein e Santin conservaram força, mas saíram das urnas com menos votos no reduto.
Pedro Ivo recebeu 1.953 votos locais para estadual, abaixo dos 5.966 de sua última candidatura individual, para prefeito em 2020. Thays Bieberbach somou 1.392 para estadual: superou os 776 para vereadora em 2024, mas ficou abaixo dos 1.454 obtidos na disputa federal de 2022. Ambos ficaram sem mandato estadual.
O vereador Anderson Cardoso, do Republicanos, também disputou uma vaga na Assembleia. Fez 1.390 votos em União da Vitória e 1.812 no total, o que o deixou na suplência. Em 2024, ele havia sido eleito vereador com 658 votos. A locutora Jéssica Oliveira, do Novo, candidata a vereadora em 2020, recebeu 212 votos na cidade e 276 no Estado, e também ficou como suplente.
Os recursos de campanha ajudaram a financiar equipes, deslocamentos e comunicação, com estruturas de tamanhos diferentes nas contas parciais. Contudo, maior financiamento não assegurou crescimento nos redutos nem eleição. Alianças, presença local e desempenho partidário completam a leitura: Bacil ganhou mandato, Fernanda ampliou influência e as lideranças de União da Vitória preservaram espaço sob maior concorrência.
Fotos: divulgação de candidaturas / TSE, eleições de 2024 e 2026; Câmara Municipal de União da Vitória (Anderson Cardoso).
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