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Política

Comissão aprova comunicação de registro de nascimento sem o nome do pai

Proposta segue em análise na Câmara dos Deputados

05/11/2026 às 15h08 3 leituras
Comissão aprova comunicação de registro de nascimento sem o nome do pai
Foto: Agência Câmara

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Audiência Pública - Dificuldade de acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequado da obesidade. Dep. Meire Serafim (UNIÃO - AC)

Deputada Meire Serafim, relatora do projeto de lei

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que torna obrigatória a comunicação de registros de nascimento sem identificação de paternidade à Defensoria Pública, ao Ministério Público e ao Conselho Tutelar.

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Pelo substitutivo, a autorização da mãe será colhida no momento do registro civil. Nos casos em que a mãe for menor de 18 anos, a comunicação aos órgãos de proteção deverá ocorrer de forma imediata e prioritária.

A proposta altera a Lei dos Registros Públicos e condiciona o compartilhamento das informações à autorização expressa da mãe ou do representante legal da criança, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Direitos e prazos
O texto aprovado é a versão da relatora, deputada Meire Serafim (União-AC), para o Projeto de Lei 4593/24, do deputado Jonas Donizette (PSB-SP). O parecer cita leis estaduais existentes em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

“A proposta permite que a Defensoria Pública, o Ministério Público e o Conselho Tutelar tenham acesso mais célere às informações relativas a registros sem identificação de paternidade, possibilitando atuação ativa e articulada em favor das crianças e de suas famílias”, afirmou a relatora Meire Serafim.

Pelo substitutivo, o oficial de registro deverá informar sobre a possibilidade de reconhecimento voluntário da paternidade, a realização de averiguação administrativa e a existência de serviços oferecidos pela Defensoria Pública.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Fonte: Agência Câmara.

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