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Política

Carlos Bolsonaro ratifica apoio a Rogério Marinho para presidência do Senado

Declaração foi dada após visita a Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar, e reforça a estratégia do clã na disputa pela Mesa do Senado.

01/11/2026 às 06h39 54 leituras
Carlos Bolsonaro ratifica apoio a Rogério Marinho para presidência do Senado
Foto: Blog do Esmael

O senador eleito por Santa Catarina Carlos Bolsonaro (PL) reafirmou neste sábado, 31 de outubro, o apoio do clã à candidatura de Rogério Marinho (PL) à presidência do Senado. A declaração foi feita depois de uma visita de cerca de duas horas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Carlos disse: “A gente tem uma eleição no Senado agora. Nosso candidato é o Rogério Marinho e a gente vai seguir essa linha para que a gente possa defender, minimamente, tudo aquilo que a gente acredita, tudo aquilo que a gente prometeu para vocês”.

O momento da manifestação chama atenção: foi no mesmo fim de semana em que Flávio Bolsonaro, senador e derrotado na disputa presidencial interna, completou uma semana fora do país, e a três dias da eleição americana. O clã busca assim manter influência na instância em que ainda detém voto — a Mesa do Senado.

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Segundo reportagem do Blog do Esmael em 30 de outubro, o nome de Marinho representa obstáculo direto ao atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O blog também informou que, numa conversa em 26 de outubro que durou uma hora e quarenta minutos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu fortalecer Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na composição da base do novo mandato.

A estratégia atribuída a Lula, segundo a reportagem, prevê troca de espaço no governo por entrega de votos no plenário. Ao apoiar Rogério Marinho, o bolsonarismo se coloca fora desse acordo, transformando a eleição da Mesa em um teste de força entre governo e oposição. Na prática, a disputa depende de aritmética: o crescimento do PL nas urnas não garante maioria no plenário, e a escolha da Mesa exige negociação com partidos que já sinalizaram disposição de compor com o governo.

O Blog do Esmael também mostrou em 30 de outubro que, em 72 horas, Flávio Bolsonaro perdeu apoio e o PL passou a buscar outro nome para disputar a Presidência da República em 2030. Flávio deixa o mandato em 1º de fevereiro, com o início da nova legislatura, e responde a investigações no Supremo Tribunal Federal sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Carlos destacou ainda aspectos pessoais da visita: relatou que o pai voltou a ter crises de soluço, comentou preocupação com emagrecimento e aumento da barriga, e afirmou que Jair Bolsonaro disse sentir falta de Flávio e de Eduardo.

Com informações de Blog do Esmael.

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