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Política

Canal do MTE registra 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral nos primeiros três dias

Dados divulgados em 31 de outubro mostram 4.300 relatos inseridos desde o início de operação do canal, em 28 de outubro.

01/11/2026 às 08h27 41 leituras
Canal do MTE registra 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral nos primeiros três dias
Foto: PR1 Notícias

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) recebeu cerca de 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho nos três primeiros dias de funcionamento de um canal específico para esse tipo de ocorrência. O canal começou a operar em 28 de outubro e os números foram divulgados em 31 de outubro. Segundo a pasta, as denúncias já estão em apuração pelos órgãos competentes.

São Paulo concentra a maioria dos relatos, com 1.325 casos, seguido por Rio de Janeiro (354), Minas Gerais (345), Paraná (268) e Santa Catarina (259). A Região Sudeste responde por 48,5% das ocorrências. No Paraná, com 268 denúncias, o total inclui áreas da AMSULPAR e da AMCG, conforme a abrangência estadual do levantamento.

É preciso cautela ao comparar levantamentos diferentes. Em 29 de outubro o Blog do Esmael publicou dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) indicando 1.459 denúncias entre 26 e 29 de outubro, com 338 no Paraná. MPT e MTE operam canais distintos, com critérios próprios, de forma que os números não são somáveis nem necessariamente diretamente comparáveis.

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Assédio eleitoral ocorre quando superior hierárquico usa a posição para pressionar o trabalhador a votar, deixar de votar ou apoiar candidato, partido ou posicionamento político. A demissão motivada por opção política também configura assédio eleitoral. Se ficar comprovada a dispensa por esse motivo, a empresa pode ser obrigada a readmitir o empregado e a pagar indenização por danos morais.

As denúncias podem ser apresentadas pela internet nos canais do MTE e do Ministério Público do Trabalho. O sigilo das denúncias é garantido e o material é encaminhado aos órgãos competentes. A fiscalização trabalhista pode instaurar auto de infração e adotar as providências previstas na legislação trabalhista.

O governo organizou uma lista de empregadores implicados em casos de discriminação e suposto assédio eleitoral, com medidas como restrição de acesso a créditos públicos e notificação de plataformas digitais. A força-tarefa que atua no tema reúne MTE, MPT, Advocacia-Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ministério Público Eleitoral e Ministério da Justiça e Segurança Pública.

No recorte paranaense, o estado aparece em quarto lugar no canal do MTE e ocupava a terceira posição no levantamento do MPT divulgado em 29 de outubro. Essa diferença de posição entre as listas evidencia que o mapeamento do assédio eleitoral varia conforme a origem dos dados, mas para o trabalhador que denuncia a consequência prática é a mesma: o relato precisa ser apurado dentro de prazo.

Pessoas que foram pressionadas ou demitidas por sua posição política devem procurar os canais do MTE ou do Ministério Público do Trabalho para formalizar a denúncia. O relato deve indicar empresa, local, data e, se possível, testemunhas e mensagens. A Carteira de Trabalho Digital passou a exibir alertas sobre esse direito desde 29 de outubro.

Acompanhe a cobertura no Blog do Esmael.

Com informações de Blog do Esmael.

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