Alcolumbre articula ida de Rodrigo Pacheco ao STF e Gleisi Hoffmann ao TCU
Aprovada a reeleição de Lula, o Senado passa a mover esforços para preencher a vaga de Barroso no STF e a cadeira do TCU.
O presidente Lula, reeleito, pretende aproveitar o momento para destravar indicações no Congresso antes da nova composição das Casas, mais inclinada à direita. Uma das prioridades é preencher a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) deixada pela aposentadoria de Luiz Roberto Barroso.
A retomada do relacionamento entre o Palácio do Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deve impulsionar a candidatura de Rodrigo Pacheco ao STF. Alcolumbre havia garantido a Lula, durante o 2º turno da eleição presidencial, a aprovação da mudança da escala de trabalho, e vinha defendendo Pacheco como sua prioridade para a Suprema Corte.
Rodrigo Pacheco, que no final de setembro assumiu uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU), é apontado como favorito para a vaga de Barroso e não ficaria por muito tempo no TCU. A promoção de Pacheco ao STF abriria outra cadeira no Tribunal de Contas, e o governo já tem um nome em vista.
Nos bastidores de Brasília, Gleisi Hoffmann surge como candidata forte para a vaga no TCU. Gleisi foi convencida por Lula a disputar o Senado no Paraná na eleição de 2026 e terminou em quarto lugar; com a reeleição do presidente, a avaliação é que ela não ficará sem cargo e o posto no TCU seria o destino provável.
Alcolumbre deve liderar no Senado a articulação dupla: tentar emplacar Pacheco no STF e aprovar a ida de Gleisi ao TCU. O presidente do Senado já havia imposto ao governo uma derrota quando o plenário não aprovou a indicação de Jorge Messias à Suprema Corte em outra ocasião de tensão entre Legislativo e Executivo.
A possível nomeação de Gleisi para o TCU também altera a disputa pela segunda vaga do Paraná no Senado. O PT segue contestando no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a elegibilidade de Deltan Dallagnol, mas avalia que não teria força política para conquistar a cadeira nas urnas.
Se o TSE cassar Deltan e convocar novas eleições, a avaliação petista é que o governador eleito Sergio Moro (PL) teria condições de emplacar um aliado e fortalecer a oposição. Caso o TSE determine a perda do mandato e valide o terceiro colocado, a vaga do Paraná seria herdada por Alexandre Curi (Republicanos).
Se a eleição suplementar for marcada para 2027, outro nome poderá disputar a vaga: o atual governador Ratinho Junior. Entre esses cenários, fontes petistas em Brasília dizem que a predileção é pelo presidente da Assembleia Legislativa.
As articulações nacionais também têm potencial de repercussão nas cidades da região, como União da Vitória e Porto União, que fazem parte das áreas de atuação da AMSULPAR e da AMCG.
Com informações de Blog Politicamente.
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